“A política é a guerra sem derramamento de sangue, enquanto a guerra é a política com derramamento de sangue.” Mao Tsé Tung

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Golpe de mestre

O governo Dilma acabou. Com impeachment ou sem já não mais governabilidade; nem haverá. O 'golpe' já foi dado, foi um golpe de mestre: o PMDB foi negociando, foi entrando, ganhando postos, definiu o vice, ganhou ministérios, o comando da câmara e do senado; já está no poder há algum tempo. Ao abandonar o barco, ele isola Dilma e assume o comando. Simples assim! Quem deu esse espaço foi o PT: no início do governo Lula o PMDB não tinha nada, no final do governo Dilma terá tudo! Aquele que conseguir observar o jogo político sem qualquer paixão como que observa um jogo de xadrez, diria que houve um ‘nó tático’, o xeque mate é irreversível. Os parlamentares que agora querem destituir Dilma são os mesmos que até bem pouco tempo estavam na base do governo e que ganharam tudo o que podiam, agora abandonam o barco para ganhar mais ainda. Há aqui algumas possibilidades para entender o jogo: a falta de habilidade do governo Dilma em conseguir negociar com sua base aliada, algo que é óbvio desde 2010 (quem está por trás da deposição é a base aliada e não a posição); tem a questão do fortalecimento e da revanche do legislativo diante do executivo, o que vem ocorrendo sobretudo a partir da eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara; o terceiro motivo são os escândalos de corrupção e os problemas econômicos que fragilizam o governo diante da opinião pública e desarticulam a base, interessada em se afastar dos problemas; por último o principal, a sede de poder daqueles que estavam 'comendo pelas beiradas'. Juntando esses ingredientes o grupo anti Dilma que era minoritário dentro do PMDB, conseguirá não apenas controlar o partido mas afastar a presidenta e tomar conta do país. Isso sim é golpe, um grande golpe de mestre.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Vai ter golpe e (não) vai ter luta

Fazer história é criar uma narrativa, uma interpretação sobre a realidade. Ao afirmar que estamos vivendo um golpe, o governo tenta criar uma versão para os recentes acontecimentos políticos do país. Trata-se de um argumento que pode convencer basicamente aqueles que já estão ao seu lado e de algum modo colocar uma nova parcela da população contra o impeachment. É uma bela cartada, a melhor que o governo possui, mas tem suas limitações. A primeira que é que esse discurso serve para conquistar parte da opinião pública, que é majoritariamente a favor do impeachment, mas não tem poder de convencimento dentro do Congresso que é efetivamente quem decide e que se baseia em interesses. É, ainda, uma argumento que coloca em questão toda a ordem constitucional e os demais poderes da república, gerando mais conflitos que convergências. A abertura do processo de impeachment, sem dificuldades, o afastamento certamente virá, mas a saída definitiva ainda é está em aberto e pode não acontecer, assim há necessidade de se construir alianças políticas para isso. Mas a pior dos problemas será, num futuro próximo, em relação à própria militância. Nem Dilma, afastada, nem o PT, acuado, poderão reagir à altura da ideia de golpe, se eles acreditarem mesmo nesse argumento teriam que radicalizar e lutar em todas as instâncias, mas isso não deve ocorrer; o mais provável é uma saída pacífica como um governo deposto, algumas manifestações, novas negociações e o costumeiro mimimi nas redes sociais. Para a esquerda a crença no argumento do golpe pode trazer tanta dor quanto alento. 

domingo, 27 de março de 2016

Contra o impechment

Estou contra o impeachment! Considero o governo Dilma medíocre, acredito que a oposição é ainda pior, não há luz no fim do túnel, mas estou contra porque acredito que os motivos para a sua cassação são (por enquanto) muito fracos. Para lembrar, o atual pedido se baseia em três argumentos: manobras fiscais; responsabilização na refinaria de Pasadena e abertura de créditos suplementares sem consulta ao Congresso. Óbvio que a questão é jurídica, e não vou palpitar sobre isso, mas do ponto de vista político esses argumentos não justificam a deposição de um governo eleito. Pela lei, apenas crimes de responsabilidade que atentem contra a Constituição justificariam a saída forçada, não vejo que seja esse o caso. Depor um governo é um direito do povo, por isso é legítimo sair às ruas para pedir renúncia ou permanência, mas atropelar as regras e a justiça apenas porque não concordamos com os seus rumos pode abrir abismos ainda maiores nos quais todos nós podemos ser sugados. Por fim, acredito que todos, sem exceção, devam julgados nas suas devidas instâncias e se condenados devem ser punidos acontece que o Congresso deseja qualquer coisa menos isso, é obvio que o impedimento da presidente nada tem a ver com corrupção ou pedaladas fiscais, é óbvio que é apenas um jogo de poder que tenta se travestir de legalidade, mas essa é outra questão e bem um lado nem outro jamais vai assumir isso. Acho que agora consegui desagradar a todos!


quinta-feira, 24 de março de 2016

Não estamos em 1964

Qual a possibilidade de um golpe militar e uma nova ditadura no Brasil? Possibilidade próxima a zero! Aposto meu dinbojongo com quem quiser! (Correndo o risco de perder também a cabeça). Estamos num momento terrível mas não estamos em 1964! Sem pensar muito, posso dar diversos motivos para dizer isso: 1) a Guerra Fria acabou, a União Soviética acabou, o ‘perigo vermelho’ acabou e o PT não é comunista; 2) a comunidade internacional não tem qualquer interesse num golpe que desestabilizaria a região; 3) os organismos internacionais relevantes são contrários a qualquer quebra de regras institucionais; 4) os Estados Unidos não apoiariam um novo regime militar; 5) o capital internacional continua obtendo lucros extraordinários por aqui; 5) as parcelas mais ricas da sociedade estão cada vez mais ricas; 6) os bancos e os latifundiários nunca lucraram tanto quanto nos governos do PT; 7) a grande mídia não tem nenhum interesse em repetir uma experiência ditatorial; 8) nenhuma força política importante deseja ou propõe essa solução; 9) os militares não tem interesse e não veem legitimidade numa ditadura; 10) não há nenhuma força política de esquerda relevante que proponha a ruptura com o sistema;11) as instituições políticas do país estão muito mais maduras e o equilíbrio de poderes é muito maior; 12) a imensa maioria da população é absolutamente contra; 13) não há crise institucional dentro das forças armadas. Quem quer apostar?


domingo, 20 de março de 2016

Arrogância e ingenuidade

Pesquisa Datafolha: 68% a favor do impeachment, para 69% o governo ruim ou péssimo, 57% rejeitam Lula. É disso que eu estou falando! Não há tanto frango para que tudo isso seja coxinha! Vamos acordar e tentar entender! Repetindo o que escrevi antes: Devemos ser críticos, mas é vergonhoso desqualificar todo mundo, como se todos fossem racistas, fascistas ou idiotas. Isso não é apenas desrespeito ou burrice, é canalhice. Além disso, seria razoável tentar entender aqueles que pensam diferente ou ser minimamente humilde para aceitar que a sua visão de mundo não é a única possível. E se a escolha for lutar contra 'eles' que ao menos aprendam a reconhecer o inimigo! O PT está perdendo o jogo, e perdendo de goleada, talvez fosse o momento do partido e de seus partidários tentarem encontrar o mínimo de humildade para começar a reconhecer seus problemas, é a arrogância que tem impedido que se enxergue coisas obvias, é uma arrogância que impede qualquer diálogo. 

quinta-feira, 17 de março de 2016

Cretinos e canalhas

Cientistas sociais, cretinos ou canalhas? As manifestações de ontem foram as maiores da história recente do país, deveriam ser estudadas, analisadas e compreendidas em suas diversas complexidades, é essa a tarefa dos cientistas sociais; isso não significa ser passivo ou concordar com qualquer coisa. Devemos ser críticos, mas é vergonhoso ver professores doutores postando fotos ou entrevistas com dois ou três ‘coxinhas’ para desqualificar todo mundo, como se todos fossem racistas, fascistas ou idiotas. Isso não é apenas desrespeito ou burrice, é canalhice, é usar os instrumentos mais patéticos de manipulação para generalizar e apoiar sua visão de mundo preconcebida. Quem quiser saber quem são e o que pensam as centenas de milhares de brasileiros que saem às ruas contra o governo deve pesquisar, estudar e procurar pois há pesquisas, dados e trabalhos sérios sobre o assunto. Além disso, seria razoável tentar entender aqueles que pensam diferente ou ser minimamente humilde para aceitar que a sua visão de mundo não é a única possível. E se a escolha for lutar contra 'eles' que ao menos aprendam a reconhecer o inimigo!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Farsa Educadora

A farsa da Pátria Educadora completa um ano neste mês de janeiro. O lema anunciado pela Presidenta Dilma no dia da sua posse se mostrou apenas um slogan publicitário vazio, sem forma e sem conteúdo. Nesses 12 meses o governo retirou mais de 10 bilhões do orçamento da educação, ignorou a greve dos professores das instituições federais, cortou bolsas de pesquisa, reduziu os investimentos e abandonou projetos. Quase 40% dos cortes seriam destinados para o ensino infantil, as bolsas do Fies para a população mais pobre foram reduzidas à metade, isso sem contar nos cortes em programas que foram a base da propaganda eleitoral como o Pronatec e o Ciência Sem Fronteira. Mas o pior talvez ainda esteja por vir, desde que assumiu a presidência, Dilma já teve 7 ministros nessa área e não avançou em nenhum grande projeto para a área da educação, não há nenhum projeto de país que realmente contemple o que há de necessário para a área, e assim a educação continua como sempre foi desde de sempre, se mantém negligenciada.



sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Jogando pra perder

Uma eleição é um jogo de estratégia, imita a guerra. Cada candidato e cada partido tem como objetivo vencer seus adversários, para isso organiza seu exército, busca aliados e escolhe uma estratégia de acordo com as armas que tem. O exército é o próprio partido e os seus militantes, os aliados são os eleitores e os políticos com quem pode unir forças e a estratégia consiste em usar determinadas ações e recursos para fragilizar o inimigo, para se fortalecer e se impor sobre ele, isto é, conquistar os votos em disputa. Mesmo com sendo mais forte, o PT tem feito muito para perder a batalha pela presidência, primeiro desorganizou o próprio exército valorizando demais os seus generais e esquecendo os seus soldados, muitos deles deserdaram e farão falta. Depois buscou os aliados errados, quis se aliar com antigos adversários ou com aqueles que tinham os mesmos interesses que seus inimigos; quando a batalha aperta, esses falsos aliados mudam de lado de acordo com as conveniências. Terceiro, errou na estratégia ao dar prioridade para o adversário errado e por não conseguir se fortalecer mesmo tendo nas mãos as melhores armas. Na prática funciona assim: o PT perdeu a sua antiga base que era a classe média e viu alguns de seus principais políticos envolvidos em diversos escândalos, o partido não condenou ou expulsou nenhum e perdeu militantes. Depois tentou conquistar os setores mais reacionários da sociedade, quis se aliar com latifundiários, banqueiros, corruptos e todos aqueles que antes dizia combater, por último, utilizou o seu tempo na televisão, que era muito maior que o de seus adversários, não para promover os seus governos mas para fragilizar o adversário errado, nos momentos decisivos da batalha mirou em Marina quando deveria ter se preocupado com Aécio. Não se ganha uma batalha atirando para todos os lados! Depois de vencer a guerra da eleição, os petistas terão que minar o território adversário e conquistar outros soldados que não estão no campo inimigo, aqueles mesmos que apanharam dos petistas até não poder mais. Não é tão difícil, mas para isso terá que reorganizar seu exército, rever seus aliados, focar nas fraquezas próprias e nas dos adversários e saber as usar as armas que tem.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Não aposte em Aécio (ainda...)


Parece que muita gente resolveu apostar na vitória de Aécio no segundo turno. A conta parece simples: soma-se os votos do tucano com os votos de Marina e pronto. Isso é um erro e eu vou tentar explicar por quê. Primeiro porque os eleitores de Marina não formam um conjunto homogêneo, a candidata agrupou em torno de si um pouco de tudo, de ambientalistas que questionam o desenvolvimento econômico a evangélicos neopentecostais, de famintos que a vêm como uma igual a novos ricos que a vêm como exemplo, gente à esquerda e à direita, gregos e baianos. Esses votos vão se dividir entre os dois candidatos que foram para o segundo turno e mesmo que ela apoie um, no caso Aécio, isso não significa que vá haver transferência de voto. Marina sempre esteve à esquerda, passou uma vida no PT e dificilmente conseguirá convencer parte do seu eleitorado de que uma aliança com Aécio não é apenas por conveniência. Some-se a isso o fato de que boa parte daqueles eleitores que pensavam em mudar de barco já pularam antes da hora, muitos dos que pensaram em ir para o lado de Aécio já o fizeram no primeiro turno, já os que pensaram em pular para o barco da Dilma não fizeram isso porque tinham certeza que ela estaria no segundo turno. Além disso, temos que levar em consideração que os eleitores são volúveis e que aqueles que votaram com a petista podem votar no tucano e vice-versa, já aconteceu isso antes, por exemplo quando Alckmin disputou com Lula e teve mais votos no primeiro do que no segundo turno. Nesse item mais uma vez Dilma leva vantagem, a maioria dos seus eleitores a conhece bem enquanto a maioria dos eleitores de Aécio o conhece pouco, conhecendo-o melhor podem mudar de lado, depende da imagem que será construída nesta reta final. Dilma já conheceu o fundo do poço, Aécio não. Por último, como disse em outro post, o tucano além de ter feito um governo ruim em Minas Gerais, ainda não disse a que veio e ainda não mostrou propostas claras, se não  fizer isso pode ser massacrado, se fizer vai desagradar muita gente. O eleitor tende a ser conservador, ainda que o certo não seja bom ninguém costuma trocá-lo pelo que acha duvidoso.
 
Dica do dia: o jogo ainda será jogado, ainda não é hora de apostar suas fichas pois uma coisa é sorte e outra coisa é estratégia.
 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Erros e fraquezas: Aécio e o PSDB


Aécio não diz nada e não representa nada, Dilma representa o que está aí. O candidato tucano chegou ao segundo turno não por suas propostas e projetos mas por personificar melhor o antipetismo, seus eleitores, de modo geral, não sabem o que ele propõe para a saúde, educação, segurança ou qualquer outra coisa. Pode até ser o candidato da estabilidade e dos ajustes na economia mas qualquer um sabe que isso não elege ninguém, o eleitor comum não tem a mínima ideia de como funciona a macroeconomia, não aplica na bolsa e se interessa apenas pelo seu próprio emprego e salário. Se o desemprego é baixo e os salários sobem acima da inflação, a lógica seria que Dilma pudesse levar de lavada de um candidato que sequer tem projetos, mas é justamente por não propor nada de novo Aécio que tem vantagem, ele é o candidato que pode dizer que o que está bom continua e o que está ruim vai melhorar, como não propõe nada concreto cada um pode acreditar no que quiser, é uma questão de fé. No segundo turno, a dificuldade do candidato tucano será se desvencilhar do passado tucano e conseguir se mostrar como novo quando na verdade é velho, dizer que olha para o futura quando na verdade representa o passado. No plano federal os resultados das políticas petistas são muito mais expressivos do que os dos governos do PSDB e ele terá que mostrar e justificar o seu próprio governo em Minas Gerais e porque perdeu as eleições em sua própria casa. Até agora Aécio não teve oposição, não foi contestado ou confrontado, agora é a hora da verdade mesmo com o apoio da grande imprensa ele terá que dizer a que veio, nem que para isso tenha que desagradar uns e outros, pois dizer que vai mudar sem dizer para onde talvez não seja algo digno e suficiente para alguém que ser presidente do país.
 

Erros e fraquezas: Dilma e o PT


Nos últimos doze anos não houve oposição, o PT governou como quis e fez o que queria ou podia fazer. Por conta disso, o partido só poderia perder para ele mesmo, seria o próprio PT seu principal adversário. É o que vem acontecendo,  e lutando consigo mesmo ele está perdendo, a arrogância petista criou a situação em que ele se encontra hoje. É inegável que as políticas sociais dos governos Lula e Dilma melhoraram a vida da maioria da população brasileira, milhões saíram da miséria, milhões ascenderam à classe média, outros tantos entraram nas universidades, compraram carro novos ou conseguiram financiar a casa própria, o desemprego caiu, o salário subiu e a vida melhorou. Por anos a aprovação do governo se manteve alta, o PT cresceu em todas as regiões do país e se tornou o único eixo da política brasileira. O sucesso trouxe a arrogância e a soberba, o partido não apenas abandonou suas bases como deixou de perceber o que se passava na sociedade, quem criticava o governo era como visto reaça ou coxinha e como tal um bobalhão alienado. O PT simplesmente ignorou a opinião pública ao tratar seus mensaleiros como heróis, confundiu Estado com governo, cuspiu no seu passado quando se aliou a políticos do nível de Collor, Maluf e Sarney, assumiu o perigoso discurso de que a corrupção é inerente ao jogo político, cooptou os movimentos sociais e sindicatos tirando as suas capacidades de organização  e articulação nas bases e quando chamado o PT não respondeu à voz das ruas. Dilma e o partido encolheram e a culpa não é só da imprensa burguesa que o ataca constantemente, não é só da onda conservadora que assola o país, é também da arrogância e da soberba que atinge aqueles que se acham acima do bem e do mau. No segundo turno a disputa está aberta mas se quiser vencer (e não apenas ganhar) Dilma terá que baixar a bola, descer do salto e aprender a dar nó em pingo d’água.
 

sábado, 27 de setembro de 2014

Voto a voto

A disputa na corrida presidencial deve ser mais acirrada do que mostram as pesquisas e pode ser decidida voto a voto. Isso deve ocorrer não apenas pela atual tendência de empate técnico que as pesquisas projetam mas sobretudo pela força desproporcional do PSDB de Aécio em relação ao PSB de Marina. Nessa última semana, a tendência é que o candidato tucano supere Marina antes do dia 5 de outubro, essa reversão pode até não ocorrer mas a disputa é pelo mesmo eleitor, com uma provável vantagem do tucano. Ocorre que milhões de pessoas decidem seu voto nos últimos dias da campanha, acompanhando as tendências da maioria dos eleitores e a força da campanha de boca de urna pode ser decisiva. Nesse sentido, Aécio leva vantagem por ter políticos mais influentes ao seu lado, por estar num partido que está presente em praticamente todos os municípios do país e por ter como gastar mais na campanha, inclusive expondo o básico: o número que o eleitor deve digitar nas urnas. É na fragilidade da campanha adversária que o PT tem apostado para vencer a eleição ainda no primeiro turno, por isso mesmo fragilizada continua sendo Marina e não Aécio o principal alvo dos petistas. Pode ser um erro estratégico fatal.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Por que confiar nas pesquisas?

Sempre que há eleições surge uma onda de questionamentos e incertezas sobre a confiabilidade das pesquisas; afinal, é possível acreditar nos dados apresentados pelos institutos de pesquisa? Como é possível que entrevistando apenas algumas centenas de eleitores se possa conhecer a intenção de voto de mais de 100 milhões de pessoas? A resposta é simples: sim, é possível confiar nos resultados das pesquisas desde que elas sejam bem feitas. O tipo de trabalho realizado por institutos como o Ibope e o Datafolha é aquele que se utiliza nas ciências sociais com alto grau de acerto, mas para que isso ocorra é preciso alguns critérios: o primeiro, e óbvio, é fazer a pergunta certa e colocar uma margem adequada para as respostas; o segundo é ter um número adequado de respostas, o que é calculado de acordo com regrinhas matemáticas simples de acordo com a precisão que se busca, para se ter uma ideia para se chegar a um índice de 98% de certeza sobre as escolhas eleitorais de toda a população brasileira bastam 2000 entrevistas por isso tanta gente questiona que nunca foi nem conhece ninguém que tenha sido entrevistado pelos pesquisadores.  Continue lendo...



quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Tudo ficará como está!

É comum ouvir comentários de que a população não gosta dos políticos que estão aí ou que a maioria dos brasileiros deseja mudanças. Tenho dito continuamente que não é bem assim, não é um simples palpite, a realidade mostra o contrário. Lembro que há anos tenho dito que só um desastre tiraria o PT do governo federal antes de 2022! Pode acontecer esse ano, mas ainda não é o mais provável, nas eleições de 2018 o candidato deve ser o Lula a possibilidade de vitória seria grande, e com direito à reeleição. O PT está construindo sua própria tragédia mas de modo geral, o quadro político não deve mudar este ano, a maioria dos candidatos governistas deve ser reeleita. Dilma deve vencer assim como os governadores de São Paulo e Paraná e o vice do Rio, Pezão, a maioria dos  atuais deputados continuará no Congresso Nacional e o tamanho dos principais partidos não deve sofrer grandes alterações. A questão vai além das avaliações do eleitores sobre bons ou maus governos, envolve a estrutura utilizada por quem dispõe do poder, o medo de mudanças significativas e a escolha pelo conhecido diante do desconhecido, o eleitor tende a ter um comportamento conservador. Costuma ser assim no mundo inteiro, geralmente só há mudanças quando a crise se torna evidente e se mostra como grave e incontornável; o que conta é a percepção e o futuro governo Dilma terá graves problemas a resolver. As escolhas pela mudança, quando ocorrem, geralmente se dão dentro de um quadro conhecido, entre políticos e partidos igualmente conhecidos como é o caso da disputa da vaga paulista no Senado, entre Suplicy e Serra, ou da disputa pelo governo em Minas. Quando surge um nome novo ele só tem chance quando é apadrinhado por uma figura tradicional, casos de Dilma, Kassab e Haddad em São Paulo. Quem gosta de mudanças é a Granero!