É comum ouvir comentários de que a
população não gosta dos políticos que estão aí ou que a maioria dos brasileiros
deseja mudanças. Tenho dito continuamente que não é bem assim, não é um simples
palpite, a realidade mostra o contrário. Lembro que há anos
tenho dito que só um desastre tiraria o PT do governo federal antes de 2022!
Pode acontecer esse ano, mas ainda não é o mais provável, nas eleições de 2018 o candidato deve ser o Lula a possibilidade de vitória seria grande, e com direito à reeleição. O PT está construindo sua própria tragédia mas de modo geral, o quadro político não deve mudar este ano, a maioria dos candidatos
governistas deve ser reeleita. Dilma deve vencer assim como os governadores de São Paulo e Paraná e o vice do Rio, Pezão, a maioria dos atuais deputados continuará no Congresso
Nacional e o tamanho dos principais partidos não deve sofrer grandes alterações.
A questão vai além das avaliações do eleitores sobre bons ou maus governos,
envolve a estrutura utilizada por quem dispõe do poder, o medo de mudanças
significativas e a escolha pelo conhecido diante do desconhecido, o eleitor
tende a ter um comportamento conservador. Costuma ser assim no mundo inteiro, geralmente
só há mudanças quando a crise se torna evidente e se mostra como grave e incontornável; o que conta é a percepção e o futuro governo Dilma terá graves problemas a resolver. As escolhas pela mudança, quando ocorrem, geralmente se dão dentro de um quadro conhecido, entre políticos e partidos igualmente
conhecidos como é o caso da disputa da vaga paulista no Senado, entre Suplicy e
Serra, ou da disputa pelo governo em Minas. Quando surge um nome
novo ele só tem chance quando é apadrinhado por uma figura tradicional, casos
de Dilma, Kassab e Haddad em São Paulo. Quem gosta de mudanças é a Granero!
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