Uma eleição é um jogo de
estratégia, imita a guerra. Cada candidato e cada partido tem como objetivo
vencer seus adversários, para isso organiza seu exército, busca aliados e
escolhe uma estratégia de acordo com as armas que tem. O exército é o próprio partido
e os seus militantes, os aliados são os eleitores e os políticos com quem pode
unir forças e a estratégia consiste em usar determinadas ações e recursos para
fragilizar o inimigo, para se fortalecer e se impor sobre ele, isto é,
conquistar os votos em
disputa. Mesmo com sendo mais forte, o PT tem feito muito
para perder a batalha pela presidência, primeiro desorganizou o próprio
exército valorizando demais os seus generais e esquecendo os seus soldados,
muitos deles deserdaram e farão falta. Depois buscou os aliados errados, quis
se aliar com antigos adversários ou com aqueles que tinham os mesmos interesses
que seus inimigos; quando a batalha aperta, esses falsos aliados mudam de lado
de acordo com as conveniências. Terceiro, errou na estratégia ao dar prioridade
para o adversário errado e por não conseguir se fortalecer mesmo tendo nas mãos
as melhores armas. Na prática funciona assim: o PT perdeu a sua antiga base que
era a classe média e viu alguns de seus principais políticos envolvidos em
diversos escândalos, o partido não condenou ou expulsou nenhum e perdeu
militantes. Depois tentou conquistar os setores mais reacionários da sociedade,
quis se aliar com latifundiários, banqueiros, corruptos e todos aqueles que
antes dizia combater, por último, utilizou o seu tempo na televisão, que era
muito maior que o de seus adversários, não para promover os seus governos mas
para fragilizar o adversário errado, nos momentos decisivos da batalha mirou em
Marina quando deveria ter se preocupado com Aécio. Não se ganha uma batalha
atirando para todos os lados! Depois de vencer a guerra da eleição, os petistas
terão que minar o território adversário e conquistar outros soldados que não estão no campo inimigo,
aqueles mesmos que apanharam dos petistas até não poder mais. Não é tão
difícil, mas para isso terá que reorganizar seu exército, rever seus aliados,
focar nas fraquezas próprias e nas dos adversários e saber as usar as armas que tem.

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