“A política é a guerra sem derramamento de sangue, enquanto a guerra é a política com derramamento de sangue.” Mao Tsé Tung

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Jogando pra perder

Uma eleição é um jogo de estratégia, imita a guerra. Cada candidato e cada partido tem como objetivo vencer seus adversários, para isso organiza seu exército, busca aliados e escolhe uma estratégia de acordo com as armas que tem. O exército é o próprio partido e os seus militantes, os aliados são os eleitores e os políticos com quem pode unir forças e a estratégia consiste em usar determinadas ações e recursos para fragilizar o inimigo, para se fortalecer e se impor sobre ele, isto é, conquistar os votos em disputa. Mesmo com sendo mais forte, o PT tem feito muito para perder a batalha pela presidência, primeiro desorganizou o próprio exército valorizando demais os seus generais e esquecendo os seus soldados, muitos deles deserdaram e farão falta. Depois buscou os aliados errados, quis se aliar com antigos adversários ou com aqueles que tinham os mesmos interesses que seus inimigos; quando a batalha aperta, esses falsos aliados mudam de lado de acordo com as conveniências. Terceiro, errou na estratégia ao dar prioridade para o adversário errado e por não conseguir se fortalecer mesmo tendo nas mãos as melhores armas. Na prática funciona assim: o PT perdeu a sua antiga base que era a classe média e viu alguns de seus principais políticos envolvidos em diversos escândalos, o partido não condenou ou expulsou nenhum e perdeu militantes. Depois tentou conquistar os setores mais reacionários da sociedade, quis se aliar com latifundiários, banqueiros, corruptos e todos aqueles que antes dizia combater, por último, utilizou o seu tempo na televisão, que era muito maior que o de seus adversários, não para promover os seus governos mas para fragilizar o adversário errado, nos momentos decisivos da batalha mirou em Marina quando deveria ter se preocupado com Aécio. Não se ganha uma batalha atirando para todos os lados! Depois de vencer a guerra da eleição, os petistas terão que minar o território adversário e conquistar outros soldados que não estão no campo inimigo, aqueles mesmos que apanharam dos petistas até não poder mais. Não é tão difícil, mas para isso terá que reorganizar seu exército, rever seus aliados, focar nas fraquezas próprias e nas dos adversários e saber as usar as armas que tem.

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