Economistas e tarólogos são, em geral, picaretas. Ser picareta não
significa que são canalhas ou mau intencionados, alguns deles até acreditem no
que dizem, mas isso não os livram da responsabilidade pelas bobagens que dize,
não os perdoam das previsões que não se confirmam. Se listarmos essas previsões
os erros são tantos e tão grandes que sequer é possível livrá-los do crime de
delito por ingenuidade. Se nos erros uns e outros são iguais, a diferença entre
economistas e tarólogos está na amplitude do mal que podem provocar: falsos
adivinhos podem destruir a vida de uma ou algumas pessoas, economistas poder
estragar vidas e sonhos de multidões. Poderia não ser assim, ao menos com os
economistas a coisa poderia ser um pouco mais séria. Aquela que poderia ser a
mais rigorosa das ciências sociais foi, talvez desde sempre, sequestrada e
tomada por presunções ideológicas, falácias lógicas e interesses particulares.
Economistas fingem fazer ciência quando na verdade estão fazendo política; não
seria um problema se fossem capazes de assumir isso.
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