Caso não ocorra nenhum fato excepcional teremos confirmado no final de
outubro a reeleição de Dilma Rousseff. Não é difícil entender os motivos (e
entender não significa apoiar) mas a vitória não virá tanto das qualidades do
governo quanto dos desacertos da oposição. Ainda que tenha razoável aprovação
popular o governo petista está longe de empolgar, mostra enormes fragilidades e
resultados pífios em diversas áreas. Sendo assim o que explica sua provável
vitória? Os doze anos de governo da coalizão petista foram marcados por crises
e escândalos mas também por crescimento e melhoria nas condições de vida da
maioria da população. A economia ainda é o carro chefe do governo, se o PIB é
pequeno o consumo tem crescido, a inflação é baixa e o desemprego é o menos da
história e é isso que importa para o eleitor, que vota olhando para o bolso. O
PSDB, principal partido da oposição, é hoje mais fraco do que era na última
eleição presidencial, e não por ter um candidato menos conhecido mas por ter
insistido em fazer apostas erradas e por não tem nenhum projeto alternativo
para o país. Campos e Marina não tem posição definida sobre coisa alguma e
mudam o discurso conforme a plateia, a união entre deles acabou por deformar a
cara de ambos, é difícil unir água e óleo.
Mas não está nisso a fragilidade da oposição, o problema é que a ela
quer atingir o governo mirando nos alvos errados criticando programas sociais
que deram certo e alardeando uma inflação descontrolada que simplesmente não
existe, o fato é que diversos programas beneficiaram não apenas a população
mais pobre mas boa parte da classe média que pode financiar casas, estudos e
automóveis. O padrão de vida do brasileiro melhorou nos governos petistas, os
salários aumentaram acima da inflação e o poder de compra aumentou acima dos
salários, o desemprego é o menor das últimas décadas e houve aumento da renda e
do crédito. A questão é simples: a maioria das famílias percebe uma melhora no nível
de vida nos últimos anos e quem apostar contra essa realidade vai mais perder
que ganhar votos, o caminho da oposição deve ser outro.
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