“A política é a guerra sem derramamento de sangue, enquanto a guerra é a política com derramamento de sangue.” Mao Tsé Tung

domingo, 27 de abril de 2014

Oposição na contramão

Caso não ocorra nenhum fato excepcional teremos confirmado no final de outubro a reeleição de Dilma Rousseff. Não é difícil entender os motivos (e entender não significa apoiar) mas a vitória não virá tanto das qualidades do governo quanto dos desacertos da oposição. Ainda que tenha razoável aprovação popular o governo petista está longe de empolgar, mostra enormes fragilidades e resultados pífios em diversas áreas. Sendo assim o que explica sua provável vitória? Os doze anos de governo da coalizão petista foram marcados por crises e escândalos mas também por crescimento e melhoria nas condições de vida da maioria da população. A economia ainda é o carro chefe do governo, se o PIB é pequeno o consumo tem crescido, a inflação é baixa e o desemprego é o menos da história e é isso que importa para o eleitor, que vota olhando para o bolso. O PSDB, principal partido da oposição, é hoje mais fraco do que era na última eleição presidencial, e não por ter um candidato menos conhecido mas por ter insistido em fazer apostas erradas e por não tem nenhum projeto alternativo para o país. Campos e Marina não tem posição definida sobre coisa alguma e mudam o discurso conforme a plateia, a união entre deles acabou por deformar a cara de ambos, é difícil unir água e óleo.  Mas não está nisso a fragilidade da oposição, o problema é que a ela quer atingir o governo mirando nos alvos errados criticando programas sociais que deram certo e alardeando uma inflação descontrolada que simplesmente não existe, o fato é que diversos programas beneficiaram não apenas a população mais pobre mas boa parte da classe média que pode financiar casas, estudos e automóveis. O padrão de vida do brasileiro melhorou nos governos petistas, os salários aumentaram acima da inflação e o poder de compra aumentou acima dos salários, o desemprego é o menor das últimas décadas e houve aumento da renda e do crédito. A questão é simples: a maioria das famílias percebe uma melhora no nível de vida nos últimos anos e quem apostar contra essa realidade vai mais perder que ganhar votos, o caminho da oposição deve ser outro. 

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