Se há alguma surpresa na disputa
eleitoral pela prefeitura de São Paulo essa é a altíssima taxa de rejeição de
José Serra. Meses atrás muitos davam como certa a eleição do tucano, que a
apenas dois anos recebeu mais da metade dos votos dos paulistanos na disputa
presidencial e que também com a maioria dos votos havia ganho a prefeitura e o
governo do estado nas duas disputas anteriores. Serra não queria ser candidato,
como se sabe seu sonho é chegar à presidência e arriscar uma derrota nesse
momento seria o pior dos destinos. Ainda assim, por pressão do partido e pela
convicção da vitória fácil resolveu se candidatar; não eram apenas os tucanos
que acreditavam que seria de lavada. Erraram feio! Correndo o risco de não
chegar sequer ao segundo turno a conquista da prefeitura parece agora pouco
provável, o tucano tem uma taxa de rejeição superior a 40% dos votos, a maior
entre todos os candidatos. Como entender? Diferente do que pensam os marqueteiros,
não deve ser o fato de ter abandonado a prefeitura no meio do mandato que
prejudica Serra, tampouco a conhecida sua antipatia natural, o problema é ele está
diretamente ligado a Kassab e o atual prefeito tem uma gestão avaliada como
pífia, pra piorar se em outras eleições o PSDB havia se beneficiado do voto
conservador e anti PT que este ano esse eleitorado decidiu ficar ao lado de Russomanno.
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