“A política é a guerra sem derramamento de sangue, enquanto a guerra é a política com derramamento de sangue.” Mao Tsé Tung

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O rejeitado


Se há alguma surpresa na disputa eleitoral pela prefeitura de São Paulo essa é a altíssima taxa de rejeição de José Serra. Meses atrás muitos davam como certa a eleição do tucano, que a apenas dois anos recebeu mais da metade dos votos dos paulistanos na disputa presidencial e que também com a maioria dos votos havia ganho a prefeitura e o governo do estado nas duas disputas anteriores. Serra não queria ser candidato, como se sabe seu sonho é chegar à presidência e arriscar uma derrota nesse momento seria o pior dos destinos. Ainda assim, por pressão do partido e pela convicção da vitória fácil resolveu se candidatar; não eram apenas os tucanos que acreditavam que seria de lavada. Erraram feio! Correndo o risco de não chegar sequer ao segundo turno a conquista da prefeitura parece agora pouco provável, o tucano tem uma taxa de rejeição superior a 40% dos votos, a maior entre todos os candidatos. Como entender? Diferente do que pensam os marqueteiros, não deve ser o fato de ter abandonado a prefeitura no meio do mandato que prejudica Serra, tampouco a conhecida sua antipatia natural, o problema é ele está diretamente ligado a Kassab e o atual prefeito tem uma gestão avaliada como pífia, pra piorar se em outras eleições o PSDB havia se beneficiado do voto conservador e anti PT que este ano esse eleitorado decidiu ficar ao lado de Russomanno.

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