Em algum momento do passado o PT foi visto como o partido
da ética, seus eleitores pensavam que sua chegada ao poder representaria uma
profunda mudança na política nacional. Graças ao partido, por diversas eleições
a questão da corrupção esteve no centro do debate. Após doze anos de governo,
mensalões, aloprados, escândalos e alianças sórdidas, não sobrou pedra sobre
pedra, a estrela vermelha evidenciou-se como mais um entre outros. A democracia
partidária sumiu na sombra do grande líder carismático, os grupos mais à
esquerda saíram ou foram expulsos e seu atual eleitorado não quer socialismo,
quer mais políticas sociais e a manutenção do status quo e sabe que isso o PT
faz bem. Alegando tratar de questão de governabilidades, os petistas se
curvaram ao grande capital internacional e para se garantir no poder se aliaram
aos velhos oligarcas e coronéis dos quatro cantos do país, os mesmos que sempre
estiveram ao lado dos governos de sempre, sejam eles quais forem. Se o partido
não aprendeu com seus erros, seu eleitorado tradicional tem aprendido e se
perguntado o quanto os fins podem justificar os meios, cabe agora ao PT
repensar seu futuro e se vai tentar recolocar a questão da ética ou se vai se
contentar em ser mais um partido na política do rouba mas faz. (Esse é um texto
requentado das eleições de 2010).
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