Cavalo paraguaio é aquele que
larga na frente, corre em primeiro lugar por um tempo, depois perde o
fôlego e na reta final é ultrapassado pelos seus adversários. Para
muitos, Celso Russomano é um deles. Pode ser, já aconteceu antes. Ocorre
que a questão pode ser um pouco mais complexa, Celso não é nenhum
desconhecido, é um homem da mídia e representa uma parcela bastante
representativa da população paulistana: o eleitor conservador.
Historicamente esse eleitorado esteve ao lado de políticos como Paulo
Maluf, Janio Quadros e Ademar de Barros e foi responsável por seguidas
derrotas da esquerda. Russomano é o menino malufinho, o sujeito que
cresceu no berço malufista; para a classe média aparece como o candidato
da lei e da ordem, pronto a defender seus direitos de consumidora. Se
for para o segundo turno, entra como favorito contra Serra, o sem
carisma de sempre agora desgastado pela própria trajetória e pela
continuidade que representa, contra Haddad poderá ter uma vitória
tranquila, conquistando todo o eleitorado de centro e de direita que
tradicionalmente rejeita o PT.
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