“A política é a guerra sem derramamento de sangue, enquanto a guerra é a política com derramamento de sangue.” Mao Tsé Tung

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Papel de canalha

Embora estivesse em primeiro lugar nas primeiras pesquisas José Serra chega à reta final da campanha numa situação difícil. Considerando o perfil do eleitorado paulistano, uma das duas vagas no segundo turno deve ficar com o petista Fernando Haddad, a outra será disputada por Serra e Russomano. Em desvantagem, o candidato terá que reduzir a rejeição que possui e ganhar votos que hoje tende a ser de Russomano, como ambos são conhecidos do eleito terá que atacá-lo. O PSDB começou mal a campanha, mirou no alvo errado, pensando já estar no segundo turno mais uma vez usou a estratégia do medo e atacou Haddad, agora terá que mirar o candidato do PRB. O eleitor tende a não gostar desses ataques, identifica aquele que acusa com o canalha que ataca o outro para levar vantagens e a queda nas preferências daquele que é atacado não necessariamente significam mais votos para o acusador; ocorreu nas eleições presidenciais com o próprio Serra, que atacando Dilma viu seus votos migrarem para Marina Silva. Ocorre que 2010 ele estava em segundo e foi para o segundo turno, agora poderá não chegar lá. Ainda assim que Russomano se prepare para receber uma chuva de críticas e denúncias, o medo as denúncias podem não ser as melhores armas, mas podem ser as únicas disponíveis.

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