Embora estivesse em primeiro lugar nas primeiras pesquisas José Serra
chega à reta final da campanha numa situação difícil. Considerando o perfil do
eleitorado paulistano, uma das duas vagas no segundo turno deve ficar com o
petista Fernando Haddad, a outra será disputada por Serra e Russomano. Em
desvantagem, o candidato terá que reduzir a rejeição que possui e ganhar votos
que hoje tende a ser de Russomano, como ambos são conhecidos do eleito terá que
atacá-lo. O PSDB começou mal a campanha, mirou no alvo errado, pensando já
estar no segundo turno mais uma vez usou a estratégia do medo e atacou Haddad,
agora terá que mirar o candidato do PRB. O eleitor tende a não gostar desses
ataques, identifica aquele que acusa com o canalha que ataca o outro para levar
vantagens e a queda nas preferências daquele que é atacado não necessariamente
significam mais votos para o acusador; ocorreu nas eleições presidenciais com o
próprio Serra, que atacando Dilma viu seus votos migrarem para Marina Silva. Ocorre
que 2010 ele estava em segundo e foi para o segundo turno, agora poderá não
chegar lá. Ainda assim que Russomano se prepare para receber uma chuva de
críticas e denúncias, o medo as denúncias podem não ser as melhores armas, mas
podem ser as únicas disponíveis.
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